quinta-feira, 11 de julho de 2024

Vitamina D e Cancer de MAMA





Vitamina D não está associada a diminuição do risco de desenvolver câncer de mama em mulheres pós-menopausadas.


Essa revisão e meta-análise indicou que, embora os estudos sobre os níveis séricos de vitamina D tenham sido insuficientes, a deficiência sérica de 25 (OH) D não foi associada à ocorrência de câncer de mama na população iraniana


Embora estudos epidemiológicos sugiram que níveis séricos mais elevados de 25-hidroxivitamina D estão associados a menor risco de vários tipos de câncer, incluindo câncer de mama, próstata, colorretal e pulmão, nessa revisão sistemática em mulheres brancas européias os resultados não apoiam associações causais entre a 25-hidroxivitamina D e o risco de incidência ou mortalidade por câncer. 


segunda-feira, 8 de julho de 2024

Quebrando mitos - Vitamina C

 


Sabiam que desde 1975 a ciência já comprou que o consumo diário de vitamina C NÃO PREVINE e nem ENCURTA os refriados comuns? A diferença média entre vitamina C e placebo foi de 0,09 resfriados por ano e duração de 0,1 dia por resfriado. Em contrapartida nessa revisão, a maioria dos estudos mostrava sintomas mais brandos no grupo que estava recebendo vit C em comparação ao placebo. Esse fato curioso levou o autor a descobrir que muitos pacientes abriram as capsulas e descobriram (pelo gosto) o que estavam tomando (vit C ou placebo). Então elimando esse fator de confusão (ou seja o poder da sugestão), no final, concluiu-se que também não havia nenhuma diferença na gravidade dos sintomas.

Não houve nenhum efeito colateral importante nos pacientes desse estudo que tomaram de 3-6g/dia de vit C. Todavia, vale lembrar que essa vitamina tomada por muito tempo pode levar a calculos renais e osteopenia, principalmente em mulheres.


Esse estudo de 2006, sugere que o maior  benefício da vitamina C no tratamento do resfriado comum ocorre quando a suplementação é iniciada dentro de 24 horas do início dos sintomas em altas doses (~8 g por dia) e quando a terapia é continuada por pelo menos 5 dias


 A suplementação de vit C + zinco + vit D não teve diferença na FUNÇÃO IMUNE em comparação ao placebo (Atividade fagocitica, produção de ROS, IgA salivar ) nesse artigo de 2020

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

O que é classificação Birads 4?

 BI-RADS™ é a abreviação em inglês de Sistema de Laudos e Registro de Dados de Imagem da Mama, que é resultado de um consenso de especialistas que tem o principal objetivo padronizar os termos dos laudos de exames


da mama (mamografia, ultrassom e ressonância magnética), que já está na 5ª Edição.

A classificação vai de 0 até 6, onde 4 significa que existe uma alteração suspeita e que se não houver nenhuma contraindicação, uma biópsia da lesão deve ser realizada.

A probabilidade das lesões classificadas como Categoria 4 serem confirmadas como malignas é bastante ampla, variando de 2% até 95%. Por isto foi proposto uma subdivisão, que não é obrigatória de ser utilizada, desta classificação em A, B e C. Sendo que 4A tem entre 2 e 10% de probabilidade de malignidade; 4B entre 10 e 50% e 4C tem entre 50 e 95%

BIRADS 4 É SÓ UMA PROBABILIDADE E NÃO UMA CERTEZA!

Existe algum preparo específico para a mamografia?

 



Não há preparo específico para a mamografia, porém não se deve passar creme, talco ou desodorante nas mamas e axilas no dia do exame. Isso porque esses produtos podem deixar resíduos na pele que prejudicam a avaliação do exame.

É interessante não realizar a mamografia nos dias em que as mamas ficam mais sensíveis, como geralmente acontece no período pré-menstrual

A comparação e a correlação das imagens são essenciais para um diagnóstico mais acurado. Então, sempre leve no dia do seu exame as mamografias, ultrassonografias e biópsias anteriormente realizadas.

Também é bastante importante permanecer imóvel durante a aquisição das imagens e permitir que a técnica comprima bem as mamas. Dessa forma, a qualidade do exame ficará adequada para a avaliação


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https://www.cancerdemamabrasil.com.br/existe-algum-preparo-para-fazer-a-mamografia/

terça-feira, 16 de novembro de 2021

SINDROME DE INCOMPATIBILIDADE AO SILICONE

 


De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a colocação de prótese de silicone nas mamas ainda é a cirurgia estética mais requisitada entre as brasileiras. No entanto, nos últimos anos, tem se observado um fenômeno contrário entre as mulheres: a busca pela remoção das próteses, chamada de "explante". Isto porque acredita-se que o silicone (assim como outros estímulos ambientais externos como agentes infecciosos, poeira, vacinas, sais de alumínio, etc) podem funcionar como gatilho para uma hiperestimullação do sistema imune, resultando na produção de auto-anticorpos e no desenvolvimento de uma síndrome auto-imune/inflamatória induzida por adjuvantes (ASIA). A síndrome de Incompatilibidade ao silicone (SBI, syndrome breast implat) seria uma forma de ASIA que ocorre apenas em mulheres GENETICAMENTE predispostas.

Ainda não há evidência científica suficiente que possa afirmar que essa síndrome realmente exista. Meta-análises estimam o risco de desenvolver SBI em apenas 0,8%. Por outro lado, há relatos de pacientes que, ao serem submetidos à retirada das próteses, observam melhora ou resolução dos sintomas. Dessa forma, a avaliação individual de cada paciente é imprescindível.

Os sintomas relatados são dor articular, dor no corpo, cansaço, distúrbios no sono, sono não repousante, perda de cabelo, perda da memória, boca seca, alterações neurológicas e fraqueza muscular.

Não há razão para preocupação excessiva. São síndromes raras, mas bom senso é fundamental Todos as pacientes que serão submetidos à mamoplastia de aumento devem ser informadas de todas as possíveis complicações, incluindo a ASIA e o linfoma de células anaplásicas.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

É seguro realizar exames periódicos que envolvam radiações, como a mamografia ?


Os exames de imagem são uma das fontes de exposição à radiação ionizante. Outra fonte é a exposição ambiental de fundo (da radiação cósmica), que é maior nas altas altitudes, como no vôos de avião.

A radiação pode ser lesiva se a dose total acumulada por um indivíduo for muito elevada. Exposição à radiação também é uma preocupação em certas situações, como:
·         Gestação
·         Infância
·         Jovens
Os riscos de radiação dependem de
·         Dose
·         Tipo de exame
·         Região a ser examinada
É seguro realizar exames periódicos que envolvam radiações como as radiografias convencionais, a mamografia e a densitometria óssea?
Vamos relacionar as doses (em mSv) recebidas em alguns dos principais exames radiológicos: cintilografia do miocárdio (15,6), cateterismo cardíaco (15), tomografias computadorizadas: do abdômen (8), do tórax (7), da pélvis (6) e do crânio (2), cintilografia óssea (6,3), mamografia (0,7), raio X de tórax (0,02), raio X de abdômen (0,7).
Assim uma radiografia do tórax expõe o paciente a 0,02 mSv, isso equivale a 10 dias de exposição à radiação ambiente. Para a mamografia, a dose é de 0,7 mSv – o equivalente a três meses de exposição à radiação ambiente. Então é relativamente seguro fazer mamografias anual ou bianual.
Já uma tomografia computadorizada de abdome e pelve oferece uma dose de radiação efetiva de 10 mSv a 14 mSv, o equivalente a cerca de quatro anos de exposição à radiação de fundo. Alguns autores preconizam inclusive a indicação de exames de ressonância magnética (de maior custo) como alternativa, devido à alta dose de radiação da tomografia.

RASTREAMENTO EM TRANSGÊNERO

Na transição de gênero, seja feminilizante ou masculinizante, é realizado um tratamento hormonal o que poderia, em tese,  aumentar o risco d...