quarta-feira, 9 de outubro de 2024

RASTREAMENTO EM TRANSGÊNERO




Na transição de gênero, seja feminilizante ou masculinizante, é realizado um tratamento hormonal o que poderia, em tese,  aumentar o risco de câncer, em especial de tumores dependentes de hormônios. 
Um estudo holandês com mais de 2 mil mulheres transexuais identificou cerca de 20 casos de câncer de mama após a hormonioterapia, com um acompanhamento mediano de 18 anos, o que significa uma incidência 46 vezes maior do que nos homens cisgênero, mas três vezes mais baixa do que nas mulheres cisgênero

As recomendações de rastreamento devem ser aplicadas  ao sexo do indivíduo após a transição

A Sociedade Americana de Radiologia recomenda que as mulheres transgênero façam mamografias da mesma forma que as mulheres cisgênero. No entanto, a mamografia pode ser mais difícil de interpretar devido a implantes mamários ou preenchimentos

Homens transgênero que fizeram mastectomia não precisam de mamografia, mas devem fazer exames clínicos anuais das mamas. Os que ainda mantém suas mamas devem fazer o rastreio a partir dos 50 anos.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Vitamina D e Cancer de MAMA





Vitamina D não está associada a diminuição do risco de desenvolver câncer de mama em mulheres pós-menopausadas.


Essa revisão e meta-análise indicou que, embora os estudos sobre os níveis séricos de vitamina D tenham sido insuficientes, a deficiência sérica de 25 (OH) D não foi associada à ocorrência de câncer de mama na população iraniana


Embora estudos epidemiológicos sugiram que níveis séricos mais elevados de 25-hidroxivitamina D estão associados a menor risco de vários tipos de câncer, incluindo câncer de mama, próstata, colorretal e pulmão, nessa revisão sistemática em mulheres brancas européias os resultados não apoiam associações causais entre a 25-hidroxivitamina D e o risco de incidência ou mortalidade por câncer. 


segunda-feira, 8 de julho de 2024

Quebrando mitos - Vitamina C

 


Sabiam que desde 1975 a ciência já comprou que o consumo diário de vitamina C NÃO PREVINE e nem ENCURTA os refriados comuns? A diferença média entre vitamina C e placebo foi de 0,09 resfriados por ano e duração de 0,1 dia por resfriado. Em contrapartida nessa revisão, a maioria dos estudos mostrava sintomas mais brandos no grupo que estava recebendo vit C em comparação ao placebo. Esse fato curioso levou o autor a descobrir que muitos pacientes abriram as capsulas e descobriram (pelo gosto) o que estavam tomando (vit C ou placebo). Então elimando esse fator de confusão (ou seja o poder da sugestão), no final, concluiu-se que também não havia nenhuma diferença na gravidade dos sintomas.

Não houve nenhum efeito colateral importante nos pacientes desse estudo que tomaram de 3-6g/dia de vit C. Todavia, vale lembrar que essa vitamina tomada por muito tempo pode levar a calculos renais e osteopenia, principalmente em mulheres.


Esse estudo de 2006, sugere que o maior  benefício da vitamina C no tratamento do resfriado comum ocorre quando a suplementação é iniciada dentro de 24 horas do início dos sintomas em altas doses (~8 g por dia) e quando a terapia é continuada por pelo menos 5 dias


 A suplementação de vit C + zinco + vit D não teve diferença na FUNÇÃO IMUNE em comparação ao placebo (Atividade fagocitica, produção de ROS, IgA salivar ) nesse artigo de 2020

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

O que é classificação Birads 4?

 BI-RADS™ é a abreviação em inglês de Sistema de Laudos e Registro de Dados de Imagem da Mama, que é resultado de um consenso de especialistas que tem o principal objetivo padronizar os termos dos laudos de exames


da mama (mamografia, ultrassom e ressonância magnética), que já está na 5ª Edição.

A classificação vai de 0 até 6, onde 4 significa que existe uma alteração suspeita e que se não houver nenhuma contraindicação, uma biópsia da lesão deve ser realizada.

A probabilidade das lesões classificadas como Categoria 4 serem confirmadas como malignas é bastante ampla, variando de 2% até 95%. Por isto foi proposto uma subdivisão, que não é obrigatória de ser utilizada, desta classificação em A, B e C. Sendo que 4A tem entre 2 e 10% de probabilidade de malignidade; 4B entre 10 e 50% e 4C tem entre 50 e 95%

BIRADS 4 É SÓ UMA PROBABILIDADE E NÃO UMA CERTEZA!

Existe algum preparo específico para a mamografia?

 



Não há preparo específico para a mamografia, porém não se deve passar creme, talco ou desodorante nas mamas e axilas no dia do exame. Isso porque esses produtos podem deixar resíduos na pele que prejudicam a avaliação do exame.

É interessante não realizar a mamografia nos dias em que as mamas ficam mais sensíveis, como geralmente acontece no período pré-menstrual

A comparação e a correlação das imagens são essenciais para um diagnóstico mais acurado. Então, sempre leve no dia do seu exame as mamografias, ultrassonografias e biópsias anteriormente realizadas.

Também é bastante importante permanecer imóvel durante a aquisição das imagens e permitir que a técnica comprima bem as mamas. Dessa forma, a qualidade do exame ficará adequada para a avaliação


Repost

https://www.cancerdemamabrasil.com.br/existe-algum-preparo-para-fazer-a-mamografia/

terça-feira, 16 de novembro de 2021

SINDROME DE INCOMPATIBILIDADE AO SILICONE

 


De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a colocação de prótese de silicone nas mamas ainda é a cirurgia estética mais requisitada entre as brasileiras. No entanto, nos últimos anos, tem se observado um fenômeno contrário entre as mulheres: a busca pela remoção das próteses, chamada de "explante". Isto porque acredita-se que o silicone (assim como outros estímulos ambientais externos como agentes infecciosos, poeira, vacinas, sais de alumínio, etc) podem funcionar como gatilho para uma hiperestimullação do sistema imune, resultando na produção de auto-anticorpos e no desenvolvimento de uma síndrome auto-imune/inflamatória induzida por adjuvantes (ASIA). A síndrome de Incompatilibidade ao silicone (SBI, syndrome breast implat) seria uma forma de ASIA que ocorre apenas em mulheres GENETICAMENTE predispostas.

Ainda não há evidência científica suficiente que possa afirmar que essa síndrome realmente exista. Meta-análises estimam o risco de desenvolver SBI em apenas 0,8%. Por outro lado, há relatos de pacientes que, ao serem submetidos à retirada das próteses, observam melhora ou resolução dos sintomas. Dessa forma, a avaliação individual de cada paciente é imprescindível.

Os sintomas relatados são dor articular, dor no corpo, cansaço, distúrbios no sono, sono não repousante, perda de cabelo, perda da memória, boca seca, alterações neurológicas e fraqueza muscular.

Não há razão para preocupação excessiva. São síndromes raras, mas bom senso é fundamental Todos as pacientes que serão submetidos à mamoplastia de aumento devem ser informadas de todas as possíveis complicações, incluindo a ASIA e o linfoma de células anaplásicas.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

É seguro realizar exames periódicos que envolvam radiações, como a mamografia ?


Os exames de imagem são uma das fontes de exposição à radiação ionizante. Outra fonte é a exposição ambiental de fundo (da radiação cósmica), que é maior nas altas altitudes, como no vôos de avião.

A radiação pode ser lesiva se a dose total acumulada por um indivíduo for muito elevada. Exposição à radiação também é uma preocupação em certas situações, como:
·         Gestação
·         Infância
·         Jovens
Os riscos de radiação dependem de
·         Dose
·         Tipo de exame
·         Região a ser examinada
É seguro realizar exames periódicos que envolvam radiações como as radiografias convencionais, a mamografia e a densitometria óssea?
Vamos relacionar as doses (em mSv) recebidas em alguns dos principais exames radiológicos: cintilografia do miocárdio (15,6), cateterismo cardíaco (15), tomografias computadorizadas: do abdômen (8), do tórax (7), da pélvis (6) e do crânio (2), cintilografia óssea (6,3), mamografia (0,7), raio X de tórax (0,02), raio X de abdômen (0,7).
Assim uma radiografia do tórax expõe o paciente a 0,02 mSv, isso equivale a 10 dias de exposição à radiação ambiente. Para a mamografia, a dose é de 0,7 mSv – o equivalente a três meses de exposição à radiação ambiente. Então é relativamente seguro fazer mamografias anual ou bianual.
Já uma tomografia computadorizada de abdome e pelve oferece uma dose de radiação efetiva de 10 mSv a 14 mSv, o equivalente a cerca de quatro anos de exposição à radiação de fundo. Alguns autores preconizam inclusive a indicação de exames de ressonância magnética (de maior custo) como alternativa, devido à alta dose de radiação da tomografia.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Tem alguma forma de evitar a cirurgia para tratar câncer de mama?

Não! Ainda não!

O tratamento CURATIVO para o câncer de mama passa pela cirurgia!

A conclusão da análise de vários estudos foi que, até o momento, não há exame
 com eficácia suficiente para evitar a necessidade de cirurgia mamária em pacientes com câncer de mama, mesmo após uma ótima resposta à terapia neoadjuvante (ou seja, mesmo que seu tumor tenha desaparecido com a quimioterapia, é necessário retirar ao menos a área onde o tumor se alojava).
Em outras palavras, a CIRURGIA continua IMPRESCINDÍVEL!!!

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Que exercícios reduzem o risco de INFARTO todos sabem, mas que há uma relação de proteção entre atividade física e câncer pode ser novidade para alguns!




Independente do peso, mulheres e homens ativos fisicamente apresentam risco mais baixo de desenvolver alguns dos tipos mais prevalentes de câncer: câncer de mama e próstata.

A obesidade e vida sedentária aumentam a incidência de certos tipos de câncer. Combinados, os dois fatores são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos câncer de endométrio e 25% dos tumores de intestino.

De acordo com estudo publicado no Cancer Epidemiology (2013), a prática de exercício físico, como uma simples caminhada (1hora /dia,) pode ajudar a reduzir em 14% o risco de câncer de mama. Os pesquisadores ainda relataram que exercícios mais intensos (> 10 horas /semana) podem diminuir ainda mais este risco, em cerca de 25%.

Um pesquisa feita por instituições brasileiras e americanas (publicado em 2018) constatou que 12% das mortes causadas pelo câncer de mama no Brasil poderiam ser evitadas caso as mulheres praticassem atividades físicas regularmente. Não é pouca coisa, em outras palavras:

Uma em cada 10 vítimas do câncer de mama poderia ter a vida poupada se praticasse atividade física ou ao menos uma caminhada de 30 minutos por dia (5 dias na semana)




Outra questão: será que a adoção da prática de exercícios físicos depois do diagnóstico de câncer aumentaria os índices de cura?


Sim. As mulheres que após o tratamento passam a fazer algum tipo de atividade física apresentam cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença! É um resultado inacreditável: nenhum tipo de radioterapia ou de quimioterapia – por mais agressiva que seja – demonstrou provocar esse impacto.

Tenho muito medo de câncer de mama. Meu mastologista recomendou emagrecer. Por quê?


Segundo um artigo publicado pela Associação Americana de Câncer (dezembro/ 2019) as mulheres acima de 50 anos “gordinhas”  têm um risco aumentado de câncer de mama. Entretanto,  conseguem reverter esse risco com a perda de peso.
Mesmo uma modesta perda de peso é associada a uma redução no risco de desenvolver um tumor mamário

Emagrecer 2 - 4,5 Kg ↓ o risco em 13%
Emagrecer 4,5 – 9Kg ↓  o risco em 16%
Emagrecer > 9Kg ↓o risco em 26%

Quimioterapia reduz imunidade e facilita infecção. O que fazer?





A diminuição da imunidade é uma sequela bastante comum em pacientes submetidas à quimioterapia para o câncer de mama.


Um dos sinais de diminuição da imunidade é a chamada neutropenia.


Neutropenia é uma diminuição do número de neutrófilos sanguíneos, células de defesa que protegem o organismo contra micro-organismos invasores. Por isso uma pessoa com neutropenia tem mais chances de ter infecções causadas por bactérias ou fungos. Normalmente uma contagem abaixo de 1.200 neutrófilos no hemograma é considerada neutropenia.


O período em que seus neutrófilos estarão mais baixos geralmente é entre o 7º e 12º dia após cada dose de quimioterapia.


Se a neutropenia aguda vier junto com como febre, tosse, diarreia, dor de garganta ou dor ao urinar é necessário tratamento com antibióticos intravenosos.


Então, quando a paciente está recebendo quimioterapia (pela grande possibilidade de ocorrer neutropenia), é recomendado evitar certos alimentos: peixe cru, mariscos crus, carnes mal passadas, frutas e verduras mal lavadas, leite não pasteurizado e produtos a base de ovos crus.


Prevenção de infecções durante a Quimioterapia


· Dormir e repousar


· Evitar estresse


· Dieta balanceada (alho, melancia, castanha do Pará, frutas cítricas, vegetais verdes, peixes...)


· Evitar lugares aglomerados (cinemas, shoppings, igrejas, estádios) e o contato com pessoas doentes


· Evitar contato com crianças que se vacinaram recentemente contra catapora ou pólio


· Não compartilhar copos, talheres e itens pessoais


· Lavar as mãos frequentemente, principalmente antes de comer e depois de ir ao banheiro


· Tomar banho diariamente e usar loção para impedir o ressecamento da pele


· Tomar cuidado para não se cortar. Evite retirar cutículas de unha. Se ocorrer um ferimento, lave com agua abundante e sabão.


· Não espremer cravos e espinhas


· Evitar contato com os dejetos de animais domésticos. Não limpe a bandeja dos gatos nem gaiolas de passarinho ou aquário


· Usar escova de dentes ultra macia



quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Esclarecimento sobre CRIOABLAÇÂO para câncer de mama


Nota publicada em janeiro de 2019 pela Sociedade Brasileira de Mastologia

Existem alguns tipos de tratamentos minimamente invasivos para o câncer de mama, tais quais: crioablação, radiofrequência, laser, microondas e ultrassonografia de alta frequência e intensidade.

Este assunto tem sido muito estudado nos últimos 20 anos e os estudos mais recentes demonstram que a crioablação parece ter maior eficácia do que os demais.

A crioablação consiste na colocação de uma agulha dentro do nódulo, guiado por ultrassonografia. Essa agulha provoca o congelamento do tumor e de parte do tecido ao redor. Todos estes métodos são EXPERIMENTAIS e tem como objetivo evitar uma cirurgia aberta, buscando minimizar o procedimento cirúrgico.

A crioablação é indicada APENAS PARA mulheres com tumores muito pequenos (< 1cm), únicos, e sem metástases em linfonodos axilares

A crioablação para o tratamento do câncer de mama é RECENTE e parece ser uma boa opção para alguns casos selecionados. Mesmo assim, SÃO NECESSÁRIOS estudos mais consistentes para inclui-la no roll dos tratamentos padronizados, OU SEJA, O TRATAMENTO AINDA NÃO É O PADRÃO

De forma alguma, este método substitui as indicações de mastectomia, quimioterapia, hormonioterapia ou terapia alvo-especifica.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

A fosfoetanolamina cura qualquer câncer? A fosfoetanolamina é eficaz contra câncer de mama?



Não! Muito provavelmente não!
Fosfoetanolamina é uma molécula encontrada no corpo humano que participa na formação das membranas celulares. Um professor de química da USP de São Carlos desenvolveu um processo para sintetizar essa molécula em seu laboratório, mas ele só havia testado a eficácia da molécula em experimentos in vitro e in vivo em pequenos animais. O pesquisador passou a promover, há alguns anos, a distribuição de cápsulas da substância aos portadores de diversos tipos da doença.
A eficácia de uma substância para o tratamento do câncer não pode estar baseada apenas em relatos pessoais dos pacientes. É necessária a devida comprovação científica por meio de estudos clínicos (que são longos e complexos e passam por 3 fases). O estudo da fosfo não passou da fase 1. Nem se sabe ao certo qual a dose ideal e a dose tóxica.
Em 2016, o governo de São Paulo decidiu patrocinar uma pesquisa para descobrir se a fosfo realmente funcionava contra o câncer. A eficácia foi testada para tumores de pulmão, mama, próstata, estomago, fígado, colo de útero e cabeça-pescoço. A medicação não funcionou no grupo como um todo!

O câncer fragilizar seus portadores, que têm tendência a acreditar em terapias milagrosas. A esperança e a busca pela cura são legítimas e o dever de cada profissional médico é usar a evidência científica para selecionar o melhor tratamento para cada paciente.


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

É possível evitar a Quimioterapia?




Sim! Na maioria das pacientes com câncer de mama inicial!
Até bem pouco tempo atrás, a Quimioterapia (QT) era prescrita para todas as mulheres diagnosticadas com tumores de mamas maior que 1 cm. Agora sabemos que a depender da biologia do tumor, a chance da doença retornar pode ser muito baixa e a quimioterapia (tóxica e agressiva) desnecessária.
A estratégia agora é indicar tratamento mais individualizado.
Há vários testes genéticos que podem ser feitos no tumor para determinar sua agressividade e a necessidade de QT. Os dois mais populares no mercado se chamam Oncotype e Mammaprint, cada um deles indicado em situações específicas. Não é para todas as pacientes! Existem critérios apropriados que são usados para solicitar os exames. Infelizmente, ainda não estão cobertos pelos convênios e SUS e têm um custo elevado (R$ 13 mil reais).


Oncotype Dx (Teste de 21 genes) – Quando pedir?
Resultados – Tratamento indicado

§  Qualquer idade
§  Tamanho do tumor  0,5 cm – 5cm
§  RE positivo
§  HER-2 negativo
§  Axila negativa

≤ 10 – só Hormonioterapia
11-25 - só Hormonioterapia *
>25 – QT + Hormonioterapia

*Se paciente < 50 anos com RS 21-25, há pequeno benéfico em adicionar QT (que talvez possa ser alcançado com supressão ovariana)

Mamaprint (Teste de 70 genes) – Quando pedir?
Resultados – Tratamento indicado

§  Qualquer idade
§  Alto risco clínico
§  T1, T2, T3 (operável)
§  RE positivo
§  HER-2 negativo
§  Axila negativa ou Axila positiva (1-3 LN)

Baixo risco – só Hormonioterapia
Alto risco - QT + Hormonioterapia

sábado, 3 de agosto de 2019

MASTITES CRÔNICAS



Ø  São as inflamações mamárias não associadas à amamentação que recidivam com frequência.
Ø  Causas mais comum:


SOBREPESO E OBESIDADE

Normalmente as pacientes que tenho diagnosticado com mastite crônica e recidivante apresentam algum grau de sobrepeso. Acredito que esta seja, possivelmente, a causa mais comum dos episódios de inflamação na mama. Já foi demonstrado em modelos animais e humanos que existe uma inflamação subclínica no tecido adiposo mamário das pacientes obesas. Macrófagos infiltram a gordura da mama e formam uma coroa ao redor das células adipócitas mortas e esses macrófagos produzem muitos mediadores inflamatórios. Além disso, a obesidade aumenta o risco de câncer de mama e está associada a um pior prognóstico entre as sobreviventes do câncer. Estudos mostram que a restrição calórica pode reverter à inflamação da glândula mamária em animais obesos. A diabetes também está associada a inflamações e lesões nodulares na mama.


MASTITE GRANULOMATOSA IDIOPÁTICA E TUBERCULOSE MAMÁRIA

Embora sejam doenças diferentes, apresentam as mesmas manifestações clínicas: nodulação, enduração, vermelhidão da pele sobrejacente, abscessos, fístulas. Acometem normalmente mulheres em idade fértil que tiveram um parto ou uma lactação recente. A mastite granulomatosa é uma doença auto-imune enquanto a tuberculose mamária é uma doença infecciosa. Nenhuma das duas é contagiosa (não passa). A doente e o médico precisam ser pacientes, pois o diagnóstico é demorado. A mastite granulomatosa costuma durar uns 12 meses e a TB comumente melhora após 2 meses de tratamento específico.  Muitas vezes, como o médico não consegue estabelecer um diagnóstico preciso costuma fazer teste terapêutico. A mama acometida pode ter sequelas, como inúmeras cicatrizes.
O que fazer?
1-      Consultar Mastologista
2-      Descartar câncer
3-      Fazer uma biópsia de fragmento ou punção aspirativa de células da área acometida
4-      Material coletado deve ser enviado imediatamente para: A- anatomopatológico (granuloma caseoso x granuloma não-caseoso)  B- Baciloscopia BAAR (coloração ZN)   C- Cultura para germes Piogênicos, fungos e micobactérias  D – Testes moleculares para complexo M tuberculosis (geneXpert )

Enquanto aguarda resultado: antibióticos, anti-inflamatórios, compressa morna, drenagem caso haja abscessos e PACIÊNCIA!
TB mamária: rifampicina, isoniazida, pirazinamida
MGI: corticoide e imunossupressores.

MASTITE / ABSCESSO SUBAREOLAR DA TABAGISTA

Nesse caso, não temos muita dúvida. A apresentação clínica é bem singular: dor, nódulo, inversão do mamilo e abscesso que se abre sempre na região periareolar. A paciente costuma ser fumante ativa ou passiva.
Tratamento: abandonar o tabagismo, antibióticos para aeróbios e anaeróbios, anti-inflamatório, compressa morna e cirurgia para os casos de fístula que não cicatriza.

domingo, 7 de julho de 2019

ECZEMA ARÉOLO-MAMILAR

ECZEMA AREOLO-MAMILAR

É um processo inflamatório da pele caracterizado por prurido, descamação, vermelhidão, alteração da cor e bolhas na aréola e mamilo, podendo ser uni ou bilateral. Pode ser localizado ou difuso, este último envolvendo todo o mamilo e a aréola. Acomete principalmente mulheres jovens, tendo como característica principal a intensa coceira na região acometida.
As principais causas envolvidas são 1- Psoríase, 2- Dermatite seborréica, 3- Dermatite de contato (como sutiãs) e 4-Dermatite atópica (alergia – defeito imunológico).
O principal diagnóstico diferencial que deve ser feito com a doença de Paget, um tipo raro de câncer de mama que acomete o mamilo.
O tratamento normalmente é feito com medicamentos tópicos. Apenas casos graves requerem medicação oral.
No caso de dermatite atópica alguns fatores funcionam como gatilho das crises: substâncias irritantes (poeira domiciliar, cosméticos, sabonetes, produtos de limpeza usados na lavagem das roupas), alimentos e bebidas (produtos lácteos, nozes, marisco), tecidos sintéticos, frio intenso, ambientes secos, calor e transpiração e estresse emocional.

O que fazer?

ü  Nada de chuveiro muito quente ou sessões demoradas. Vá de banhos mornos e ligeiros!
ü  Evite sabões comuns ou perfumes na região. Não esfregar! Prefira os sabonetes líquidos da marca Cetaphil ou Fisiogel
ü  Lavar roupas apena com sabão coco. Não usar amaciantes
ü  Usar roupas de algodão. Colocar um quadrado de fraldinha de algodão entre o sutiã e a pele.
ü  Arejar o local sempre que possível
ü  Exposição solar é bem-vinda. Dez minutos entre 6:30h-7h
ü                       Pomadas: conforme orientação médica



sexta-feira, 25 de maio de 2018

Sutiã pós-operatorio

O sutiã oferece sustentação reforçada às mamas operadas para que as suturas não cedam e permaneçam bem estáveis. Quanto menor a mobilização mais rápida será a cicatrização.

Além disso, a compressão feita pelo sutiã evita hematomas e inchaço na região, que são normais após manipulação cirúrgica da mama. O sutiã também auxilia em manter a prótese no devido local evitando deslocamentos.

Sutiã pós-operatório:
* Abertura frontal
* Sem arames
* Alças de ajuste

Uso no pós operatório:
Até 30 dias – sutiã específico para pós operatório, inclusive para dormir
30 a 60 dias – qualquer sutiã sem arames (aspas) que tenha uma boa sustentação. Usar tops mais apertados e sem costura para fazer atividades físicas que forem liberadas.
Após 60 dias – pode utilizar qualquer tipo de sutiã

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Biópsias e cirurgias na mama

Importante que antes de qualquer procedimento, você avise seu médico sobre:

1- Histórico de alergias a anestésicos

2- Cardiopatia grave ou infarto nos últimos 6 meses

3- Uso de anticoagulantes ou antiplaquetários. Precisa suspender essas drogas 7 dias antes do procedimento

RASTREAMENTO EM TRANSGÊNERO

Na transição de gênero, seja feminilizante ou masculinizante, é realizado um tratamento hormonal o que poderia, em tese,  aumentar o risco d...