sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Linhaça e câncer de mama / Alcool e câncer de mama / Alimentação gordurosa e câncer de mama



Estudos recentes têm associado o ômega 3 à melhora no tratamento de alguns tumores de mama, melhora da imunidade e até mesmo um efeito protetor contra a propagação de celulas malignas.
Pode-se obter o ômega 3 em : salmão, sardinha, cavala, bacalhau, óleo de linhaça (1-2 colheres ao dia).
Ainda faltam dados conclusivos que cientificamente comprovem redução do risco de câncer de mama pelo uso do ômega 3.

Há uma ligação definida entre o consumo de alcool e câncer de mama. Quanto maior a dose maior o risco!!!


A ingestão de gordura na dieta não constitui um fator de risco para o aumento da ocorrência de câncer de mama. O que se recomenda é a aquisição de hábitos de vida saudáveis, como evitar ganho de peso durante a vida adulta, consumir maior quantidade de frutas e vegetais e substituir a gordura saturada por gordura monoinsaturada e poliinsaturada.

O que são hormônios naturais (isoflavonas)?

Os hormônois naturais são derivados de partes de plantas. É importante deixar claro que nenhuma terapia é isenta de risco, mesmo as chamadas naturais.
Os fitoestrogênios apresentam ação biológica semelhante às do estrogênio. A isoflavona é o principal tipo de fitoestrogênio.
A isoflavona é encontrada:
grão de soja
farinha de soja
leite de soja
shoyu.

Ações da Isoflavona:
  • diminuição do colesterol
  • discreto efeito sobre a perda de massa óssea
  • redução dos fogachos- calorões da menopausa (efeito discreto)
  • não previne ou induz o câncer de mama

Uma batida na mama pode gerar câncer de mama? Uso de sutiã e desodorante causam câncer de mama?


Jamais um traumatismo leva ao desenvolvimento de um câncer de mama. No máximo, pode gerar um nódulo benigno conhecido como necrose gordurosa ou granuloma lipofágico (que também aparece após cirurgia plástica).

O uso de desodorante pode levar a um processo irritativo nas axilas, mas jamais ao desenvolvimento de um câncer.

O sutiã também não predispõe ao câncer de mama, e o uso de um tipo adequado pode minimizar a dor e o inchaço nas mamas

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O anticoncepcional oral pode levar ao câncer de mama ?



Milhões de mulheres no mundo usam anticoncepcional oral (ACO) como método contraceptivo de escolha.

Os dados disponíveis através de estudos clínicos não mostram aumento de risco de câncer de mama entre as pacientes:
  • usuárias atuais de ACO
  • usuárias de ACO com presença de fator de risco (ex:. historia familiar)
  • usuárias brancas ou negras
  • usuárias com mutação genética de BRCA 1 e BRCA2
A duração do uso do ACO e o tipo de progesterona empregado não tem relacão com a ocorrência do tumor de mama

Amamentação protege contra o câncer de mama ?


Em uma população de mulheres, cada ano de amamentação reduz em média 7 vezes o risco de câncer de mama, e cada filho nascido, em 4 vezes. Ou seja, amamentar seu filho não faz bem somente a ele, mas também a você !

O que as mulheres querem saber sobre câncer de mama


O livro: O que as mulheres querem saber sobre câncer de mama - as 100 perguntas mais frequentes de autoria dos Drs. Ricardo Boff e Francisco Wisintainer é uma boa opção para as pacientes ampliarem seus conhecimentos sobre a doença e desmitificarem alguns pontos.


Neste blog, colocarei o resumo de alguns capitulos do livro.


Se tiverem alguma pergunta é só enviar via blog ou para o email: lina_araujo_barbosa@hotmail.com

sábado, 9 de janeiro de 2010

Novas recomendações de mamografias


Uma mudança de recomendação quanto ao uso da mamografia para a prevenção do câncer de mama, emitida por uma força-tarefa criada pelo governo norte-americano, gerou polêmica e preocupação através do mundo. Afinal, quando as mulheres devem começar a fazer exames de mamografia? E o quanto isso pode trazer de benefícios ou problemas para elas?

A nova recomendação publicada recentemente indica que a mamografia é mais eficiente para as mulheres com idades acima dos 50 anos e que deve ser feita a cada 2 anos. Essa recomendação contraria outra emitida pelo mesmo grupo há 7 anos, quando disseram que o ideal seria que as mulheres fizessem mamografias anuais a partir dos 40 anos de idade .

Essas novas sugestões têm como objetivo reduzir a quantidade de sobretratamento – quando mulheres passam por biópsias, cirurgias, radioterapia e quimioterapia sem necessidade, e sofrem com os efeitos colaterais. O relatório também diz que as mulheres entre 50 e 74 anos devem fazer mamografias menos frequentemente – a cada dois anos, em vez de anualmente; e que os médicos devem parar de recomendar o autoexame da mama às suas pacientes. As recomendações não são direcionadas a mulheres que pertençam a grupos de risco (ter uma ou mais parentes com câncer de mama, exposição repetida à radiação, ser portadora de mutação genética específica, entre outros fatores).

Realmente as mamografias são mais eficientes na faixa etária dos 60 aos 69 anos, onde evitam 1 morte a cada 377 pacientes, comparado a 1 morte evitada para cada 1.904 pacientes dos 40 aos 49 anos.

As organizações internacionais que lidam com o câncer como a Associação Americana do Câncer (ACS) e Associação Americana de Radiologia divulgaram posição contrária as recomendações da Força-Tarefa e continuam aconselhando mamografia a partir dos 40 anos. A ACS destaca que 17% das mortes devido ao câncer de mama ocorrem em mulheres diagnosticadas entre os 40 e os 50 anos.

Em nosso país também, uma lei federal (Lei 11.664/2008) garante o direito à mamografia na rede do SUS às mulheres com mais de 40 anos.


O INCA desde 2004 faz as seguintes recomendações (http://www1.inca.gov.br/publicacoes/Consensointegra.pdf):



  • Rastreamento por meio do exame clínico da mama, para as todas as mulheres a
    partir de 40 anos de idade, realizado anualmente.

  • Rastreamento por mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos,
    com o máximo de dois anos entre os exames;

  • Exame clínico da mama e mamografia anual, a partir dos 35 anos, para as
    mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver
    câncer de mama

RASTREAMENTO EM TRANSGÊNERO

Na transição de gênero, seja feminilizante ou masculinizante, é realizado um tratamento hormonal o que poderia, em tese,  aumentar o risco d...